[essa postagem é de no mínimo 2 anos atrás, talvez 3. Estava nos rascunhos e vale a pena ser postada!
reafirmar a fé!]
Diante de Jesus Eucarístico encontrei uma preciosa resposta, ontem.
De que não sou "coitada", perseguida pelo mundo e por todas as coisas negativas e azarentas que acontecem.
De que o mundo não está contra mim, simplesmente.
Eu é que estou em combate. Eu é que vou contra os maus príncipios, que não aceito o que o mundo prega, que sou da minoria de Cristo.
Então, chega de abaixar a cabeça e chorar baixo, xô espírito de perseguição, porque "quando se é cristão, não se pára de lutar".
Porque eu já estava até cobrando a prosperidade na minha vida; desejando o bem estar como uma mera recompensa a serviços prestados. Mas isso é algo que virá pela minha fé, e se não vier também, paciência. Tá cheio de gente boa e santa por aí que não tem tudo que precisa, imagina boa vida. Eu tenho pão na mesa todo dia, e as dívidas que tenho eu mesma plantei. Mas aponto pra fé e remo, digo, me deixo levar como um barco em alto mar.
Obrigada meu Deus.
sábado, 26 de abril de 2014
Evolução
Coisa boa é ter um blog, um diário, fotos e qualquer coisa que te lembre de quem você já foi, como você já viveu... Porque assim conseguimos ser muito mais gratos a Deus! Conseguimos comemorar vitórias e enxergar o hoje com muito mais esperança.
E depois de um ano da última postagem, passar por aqui e ler algumas lutas, perrengues que passei, e também boas descobertas e pequenas vitórias, me faz dar pulos em louvores a Deus.
Ele é misericórdia, é pai, mãe, amigo, está ao nosso lado e nos dá aquilo que não somos merecedores.
Hoje não é tudo perfeito não; e nunca será, nenhuma vida é.
Mas bato no peito e grito: sou feliz!!!!
Superei as lutas de antes, aprendi com os perrengues, e o que passei de bom multipliquei, em mim e em alguns outros.
Sou uma pessoa muito melhor hoje.
Sim, ainda passo por problemas, e hoje sei que são até mais profundos e trabalhosos do que os de antes. Mas antes eu não tinha a cabeça de agora. Antes eu não conseguia enxergar o que eu enxergo agora.
Eu não tinha a intimidade com Deus que tenho hoje - e olha que ainda falta mergulhar muito mais no Seu amor!
Antes eu não experimentava a cura interior, a libertação, presentes que o Senhor nos dá de graça! Como graça!
E, em Deus, sempre seremos melhores do que somos hoje. Sem dúvida!
Vivi além dos meus limites, e por isso, hoje sou muito mais forte. Os limites esticaram!
Olho para as pequenas coisas da vida, uma tarde livre, um encontro com uma amiga, e valorizo muito. Mais importante: faço acontecer várias vezes, sempre que posso...
Mudei para uma casa, maior, linda, meu sonho, e a louça consegue ficar quietinha na pia enquanto descanso, estudo, faço outra coisa... Isso porque priorizei ter alguém para me ajudar em casa, pagando mesmo, porque isso é mais que investimento: é amor próprio.
Continuo enchendo os olhos d'água quando se fala de mãe, pai e filhos, principalmente... porque agora tem mais um: Enzo Rafael, de 5 meses de idade, o irmãozinho do João Miguel! Então duplicou a choradeira ahahhahahha
Atingi um equilíbrio, e continuo buscando-o todos os dias. Isso se concretizou como algo que já faz parte de mim. Como vivo melhor hoje! Menos paranóia, menos culpa, só o necessário, sempre buscando ser justa - comigo e com os outros - e tendo o Evangelho como manual.
Que um blog sirva também para isso: ajudar a amadurecer, a passar pelas etapas, a ver o saldo positivo de tudo.
Graças ao Senhor, porque Ele é bom, eterna é a Sua misericórdia...
Um ano e alguns meses depois, bemmm mudada, frutos do viver em Deus, para Deus, na verdade, que só trazem coisas boas...
#tamujuntodenovo
E depois de um ano da última postagem, passar por aqui e ler algumas lutas, perrengues que passei, e também boas descobertas e pequenas vitórias, me faz dar pulos em louvores a Deus.
Ele é misericórdia, é pai, mãe, amigo, está ao nosso lado e nos dá aquilo que não somos merecedores.
Hoje não é tudo perfeito não; e nunca será, nenhuma vida é.
Mas bato no peito e grito: sou feliz!!!!
Superei as lutas de antes, aprendi com os perrengues, e o que passei de bom multipliquei, em mim e em alguns outros.
Sou uma pessoa muito melhor hoje.
Sim, ainda passo por problemas, e hoje sei que são até mais profundos e trabalhosos do que os de antes. Mas antes eu não tinha a cabeça de agora. Antes eu não conseguia enxergar o que eu enxergo agora.
Eu não tinha a intimidade com Deus que tenho hoje - e olha que ainda falta mergulhar muito mais no Seu amor!
Antes eu não experimentava a cura interior, a libertação, presentes que o Senhor nos dá de graça! Como graça!
E, em Deus, sempre seremos melhores do que somos hoje. Sem dúvida!
Vivi além dos meus limites, e por isso, hoje sou muito mais forte. Os limites esticaram!
Olho para as pequenas coisas da vida, uma tarde livre, um encontro com uma amiga, e valorizo muito. Mais importante: faço acontecer várias vezes, sempre que posso...
Mudei para uma casa, maior, linda, meu sonho, e a louça consegue ficar quietinha na pia enquanto descanso, estudo, faço outra coisa... Isso porque priorizei ter alguém para me ajudar em casa, pagando mesmo, porque isso é mais que investimento: é amor próprio.
Continuo enchendo os olhos d'água quando se fala de mãe, pai e filhos, principalmente... porque agora tem mais um: Enzo Rafael, de 5 meses de idade, o irmãozinho do João Miguel! Então duplicou a choradeira ahahhahahha
Atingi um equilíbrio, e continuo buscando-o todos os dias. Isso se concretizou como algo que já faz parte de mim. Como vivo melhor hoje! Menos paranóia, menos culpa, só o necessário, sempre buscando ser justa - comigo e com os outros - e tendo o Evangelho como manual.
Que um blog sirva também para isso: ajudar a amadurecer, a passar pelas etapas, a ver o saldo positivo de tudo.
Graças ao Senhor, porque Ele é bom, eterna é a Sua misericórdia...
Um ano e alguns meses depois, bemmm mudada, frutos do viver em Deus, para Deus, na verdade, que só trazem coisas boas...
#tamujuntodenovo
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Reply - Tati Bernardi
Imagine que tenho uma mala muito pesada com um milhão de moedas de ouro. As alças ficam penduradas no meu pescoço, me forçando a cabeça pra baixo, retesando os músculos do olhar pra frente.
Vez ou outra, uma pessoa da rua passa e tenta me roubar. Mas, por mais que esteja tão pesado e doendo e estragando a minha coluna, luto até a morte pra proteger a tal da mala. Automaticamente me atiro contra o chão, como se protegesse um filho das balas.
São terríveis esses quilos centralizados no ponto mais fraco do meu corpo, mas pra violência a gente não entrega nem os fardos.Dai, também, às vezes, uma pessoa da rua se oferece pra carregar a mala pra mim. Ou pra guardar em sua casa. Ou pra dividir o peso ao estilo “uma mão em cada alça”. Também não consigo entregar meu arqueamento e tamanho para essas pessoas.
O amor gentil nunca me conquistou. Gentileza é coisa pra quem nunca será íntimo. Solidariedade é coisa pra campanha política. Felicidade é pra quem se conforma em ficar num lugar só porque está bom.Mas muito de vez em quando, como aconteceu com a gente, aparece uma pessoa que não me pede nada e pra quem eu tenho vontade de entregar cada moeda da minha mala com um milhão de moedas de ouro. Tome, leve, gaste, use, encha a sua banheira com elas e depois me mande uma foto.
Eu sou uma mendiga ao contrario. Eu ando pelo mundo implorando pra que alguém aceite a minha riqueza. Fico sentada no chão, tocando meu instrumento, com um chapéu imenso e lotado. E a plaquinha “por favor, não me ajude”. Muitas pessoas passam, mas pra poucas me levanto.Posso ficar horas tentando te explicar.
Não são por essas coisas que não se ama. Não são por essas coisas que se ama.
Essas são apenas as coisas sobre as quais conseguimos falar na nossa ânsia de ocupar a cabeça enquanto nos encaramos um pouco assustados.A verdade é que, no meio da multidão, estamos carregando nossas malas pesadas de riquezas e belezas e sentimentos. E uma hora, só porque acontece e não se pode explicar sem parecer ingênuo e arrogante, escolhemos uma pessoa que nos leve.
Eu sei que é amor porque eu te escolhi pra me levar e, mesmo você não tendo aceitado, eu fui.Eu te vi atravessando a rua com as mãos frias dentro da “jaquetinha paletó que tem zíper” e fui lançada sem tempo de pena.
Você não sabe, você não vê, você não quer, você não se importa.
Mas, no último segundo do sinal fechado, eu abri a janela do meu carro e joguei a mala com milhões de moedas de ouro.A mala não te atingiu, caiu meio metro antes do seu último passo. Nem o som do meu peito desmoronado, nem o cheiro do meu amor metalizado, nem a luz da minha devoção dourada. A mala espatifou no meio da avenida caótica pela chuva e pela véspera do feriado. Os famintos, os entediados, os pobre-ninguéns, os todos-os-outros, se engalfinharam pra tirar proveito do amor que, lançado ao homem sem mãos aparentes, agora ficou esparramado, exposto e restante no asfalto, como um resto de feira reluzente.
Tati Bernardi
Incrível como ela disse tudo!
Sem mais palavras...
Vez ou outra, uma pessoa da rua passa e tenta me roubar. Mas, por mais que esteja tão pesado e doendo e estragando a minha coluna, luto até a morte pra proteger a tal da mala. Automaticamente me atiro contra o chão, como se protegesse um filho das balas.
São terríveis esses quilos centralizados no ponto mais fraco do meu corpo, mas pra violência a gente não entrega nem os fardos.Dai, também, às vezes, uma pessoa da rua se oferece pra carregar a mala pra mim. Ou pra guardar em sua casa. Ou pra dividir o peso ao estilo “uma mão em cada alça”. Também não consigo entregar meu arqueamento e tamanho para essas pessoas.
O amor gentil nunca me conquistou. Gentileza é coisa pra quem nunca será íntimo. Solidariedade é coisa pra campanha política. Felicidade é pra quem se conforma em ficar num lugar só porque está bom.Mas muito de vez em quando, como aconteceu com a gente, aparece uma pessoa que não me pede nada e pra quem eu tenho vontade de entregar cada moeda da minha mala com um milhão de moedas de ouro. Tome, leve, gaste, use, encha a sua banheira com elas e depois me mande uma foto.
Eu sou uma mendiga ao contrario. Eu ando pelo mundo implorando pra que alguém aceite a minha riqueza. Fico sentada no chão, tocando meu instrumento, com um chapéu imenso e lotado. E a plaquinha “por favor, não me ajude”. Muitas pessoas passam, mas pra poucas me levanto.Posso ficar horas tentando te explicar.
Não são por essas coisas que não se ama. Não são por essas coisas que se ama.
Essas são apenas as coisas sobre as quais conseguimos falar na nossa ânsia de ocupar a cabeça enquanto nos encaramos um pouco assustados.A verdade é que, no meio da multidão, estamos carregando nossas malas pesadas de riquezas e belezas e sentimentos. E uma hora, só porque acontece e não se pode explicar sem parecer ingênuo e arrogante, escolhemos uma pessoa que nos leve.
Eu sei que é amor porque eu te escolhi pra me levar e, mesmo você não tendo aceitado, eu fui.Eu te vi atravessando a rua com as mãos frias dentro da “jaquetinha paletó que tem zíper” e fui lançada sem tempo de pena.
Você não sabe, você não vê, você não quer, você não se importa.
Mas, no último segundo do sinal fechado, eu abri a janela do meu carro e joguei a mala com milhões de moedas de ouro.A mala não te atingiu, caiu meio metro antes do seu último passo. Nem o som do meu peito desmoronado, nem o cheiro do meu amor metalizado, nem a luz da minha devoção dourada. A mala espatifou no meio da avenida caótica pela chuva e pela véspera do feriado. Os famintos, os entediados, os pobre-ninguéns, os todos-os-outros, se engalfinharam pra tirar proveito do amor que, lançado ao homem sem mãos aparentes, agora ficou esparramado, exposto e restante no asfalto, como um resto de feira reluzente.
Tati Bernardi
Incrível como ela disse tudo!
Sem mais palavras...
terça-feira, 1 de maio de 2012
Fase
É, decidimos pelo melhor.
Sim, eu quero sentir essa sensação, ao ler este trecho. Decidimos pelo melhor, estamos dando o braço a torcer mesmo, caindo na real, ajuda mútua, mas isso não é tudo...
A vida ainda continua muito corrida, só que agora não estou só. Isso faz toda a diferença, mas hoje ainda acordei com humor péssimo, porque mesmo feriado tive de acordar cedo pra um compromisso, e tem sido assim, sem tempo nem pra respirar, uma coisa atrás da outra, sem ver a luz no fim do túnel. Aquela onde vc enxerga aqueeeele feriado em que você vai acordar tarde, ou o fim de semana, enfim, com filho isso é quase utopia. Mas acordar 8h pra mim já é mt tarde, vale a pena esperar.
Mas aí aparece algo, e saio de casa com o coração pesado porque a roupa ficou por lavar, a louça também... Entro num carro sujo, amassado, mal cuidado e fico triste pela falta de tempo. E novamente vem a sensação de quea vida está passando na minha frente e eu não estou aproveitando, porque vivo numa rotina que só tem tarefas em cma de tarefas. Isso me mata por dentro.
Então vamos para o próximo passo: cancelar tarefas.
E que eu esteja escolhendo certo.
_
Mas uma estranha intuição: de que, de alguma forma, este é um período de
luta depois do qual tudo deve abrir, ficar mais fácil, menos batalhado.
— Caio Fernando Abreu
Sim, eu quero sentir essa sensação, ao ler este trecho. Decidimos pelo melhor, estamos dando o braço a torcer mesmo, caindo na real, ajuda mútua, mas isso não é tudo...
A vida ainda continua muito corrida, só que agora não estou só. Isso faz toda a diferença, mas hoje ainda acordei com humor péssimo, porque mesmo feriado tive de acordar cedo pra um compromisso, e tem sido assim, sem tempo nem pra respirar, uma coisa atrás da outra, sem ver a luz no fim do túnel. Aquela onde vc enxerga aqueeeele feriado em que você vai acordar tarde, ou o fim de semana, enfim, com filho isso é quase utopia. Mas acordar 8h pra mim já é mt tarde, vale a pena esperar.
Mas aí aparece algo, e saio de casa com o coração pesado porque a roupa ficou por lavar, a louça também... Entro num carro sujo, amassado, mal cuidado e fico triste pela falta de tempo. E novamente vem a sensação de quea vida está passando na minha frente e eu não estou aproveitando, porque vivo numa rotina que só tem tarefas em cma de tarefas. Isso me mata por dentro.
Então vamos para o próximo passo: cancelar tarefas.
E que eu esteja escolhendo certo.
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sábado, 21 de abril de 2012
VocÊ decide
Como é duro voltar a episódios tristes do passado. Ter uma mesma briga e num segundo perceber que é a mesma briga de 8 anos atrás. Ninguém viu o amadurecimento de ninguém, será que a gente não cresceu junto?
Eu continuo sendo a mesma menina insegura, e ele o mesmo sem coração? E é por isso que eu continuo me perguntando porque casei com essa pessoa?
Que triste, que triste. Triste porque minha consciencia me diz que eu também continuei enxergando com os olhos de ontem. Mas a gente mudou sim, a gente cresceu. Disso eu não tenho dúvidas. Só o orgulho que continuou o mesmo, e as mesmissimas questões e dúvidas.
Acho que continuo querendo aquilo que ele não pode me oferecer, apesar de já ter aberto mão de tanta coisa. Que droga é um relacionamento porque essa pessoa é a que mais te fere; uma palavra mal dita desmorona tudo, dispara a raiva do mundo e bota tudo a perder. E no segundo seguinte aquela pessoa tá ali, colada contigo, e ou você perdoa ou a coisa vai acabar muito, muito mal.
Porque vai acabar.
Mas eu posso fazer tudo diferente.
E mudar o rumo dessa história.
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Eu continuo sendo a mesma menina insegura, e ele o mesmo sem coração? E é por isso que eu continuo me perguntando porque casei com essa pessoa?
Que triste, que triste. Triste porque minha consciencia me diz que eu também continuei enxergando com os olhos de ontem. Mas a gente mudou sim, a gente cresceu. Disso eu não tenho dúvidas. Só o orgulho que continuou o mesmo, e as mesmissimas questões e dúvidas.
Acho que continuo querendo aquilo que ele não pode me oferecer, apesar de já ter aberto mão de tanta coisa. Que droga é um relacionamento porque essa pessoa é a que mais te fere; uma palavra mal dita desmorona tudo, dispara a raiva do mundo e bota tudo a perder. E no segundo seguinte aquela pessoa tá ali, colada contigo, e ou você perdoa ou a coisa vai acabar muito, muito mal.
Porque vai acabar.
Mas eu posso fazer tudo diferente.
E mudar o rumo dessa história.
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
Continuar
Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que
a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir
desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar
café e continuar. — Caio Fernando Abreu.
Não, não é excesso de auto-piedade. É uma realidade que venho vivendo sem perceber, como uma rotina, como uma anestesia. Acordo cedo, ou não, acordo quando não dá mais pra fazer nada e saio correndo pro trabalho; pra começar, dormi tarde. É a experiência de continuar lavando louças apesar do olho estar ardendo de tanto sono, de aos pedaços ir arrumando a casa, um dia o banheiro, no outro as roupas, e chove e molha tudo e eu lavo de novo, a cozinha todo dia, o feijão não temperado que estragou...
E a frase do início se justifica porque "tudo bem". Longe de me sentir injustiçada como antes, sou apenas mais uma cristã e cidadã do mundo, com problemas como muita gente - na verdade, sem problemas como poucos podem afirmar!
E vou seguindo mesmo em frente, durmo, que pena que passou da meia noite de novo, mas olha, hoje eu cochilei no posto; amanhã dificilmente farei essa proeza, pois estarei no Big Help (urgência e emergência, lembra?).
Mas me faz diferença perder estes minutos de sono e escrever aqui. Porque terminei as orações antes do fim do dia (mesmo que ainda agorinha a última), porque isso, entre outras coisas, é que me faz sentir viva! Se eu só trabalho, trabalho, trabalho, em casa, no posto, no hospital, eu não vivo... se não orar também passa tudo em branco. A irmã noviça me disse bem que isso não pode dar certo, e que a vida vai passando sem eu ver.
Outra palavra certeira foi: tudo isso vai passar. Meu filho não será bebê pra sempre, meus empregos talvez por algum tempo, mas quem sabe se da mesma maneira? Se sim, outros aspectos da minha vida irão mudar...
E assim espero em Deus. Ela também me disse algo como "cerre os dentes e siga em frente". Eu entendi assim porque já vinha pensando nisso: viver além dos meus limites.
_
Não, não é excesso de auto-piedade. É uma realidade que venho vivendo sem perceber, como uma rotina, como uma anestesia. Acordo cedo, ou não, acordo quando não dá mais pra fazer nada e saio correndo pro trabalho; pra começar, dormi tarde. É a experiência de continuar lavando louças apesar do olho estar ardendo de tanto sono, de aos pedaços ir arrumando a casa, um dia o banheiro, no outro as roupas, e chove e molha tudo e eu lavo de novo, a cozinha todo dia, o feijão não temperado que estragou...
E a frase do início se justifica porque "tudo bem". Longe de me sentir injustiçada como antes, sou apenas mais uma cristã e cidadã do mundo, com problemas como muita gente - na verdade, sem problemas como poucos podem afirmar!
E vou seguindo mesmo em frente, durmo, que pena que passou da meia noite de novo, mas olha, hoje eu cochilei no posto; amanhã dificilmente farei essa proeza, pois estarei no Big Help (urgência e emergência, lembra?).
Mas me faz diferença perder estes minutos de sono e escrever aqui. Porque terminei as orações antes do fim do dia (mesmo que ainda agorinha a última), porque isso, entre outras coisas, é que me faz sentir viva! Se eu só trabalho, trabalho, trabalho, em casa, no posto, no hospital, eu não vivo... se não orar também passa tudo em branco. A irmã noviça me disse bem que isso não pode dar certo, e que a vida vai passando sem eu ver.
Outra palavra certeira foi: tudo isso vai passar. Meu filho não será bebê pra sempre, meus empregos talvez por algum tempo, mas quem sabe se da mesma maneira? Se sim, outros aspectos da minha vida irão mudar...
E assim espero em Deus. Ela também me disse algo como "cerre os dentes e siga em frente". Eu entendi assim porque já vinha pensando nisso: viver além dos meus limites.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
Liberdade
Nesta tarde escapei cedo do serviço e num estalo, resolvi ir ao shopping comprar uma calça jeans, que estou precisando.
E nisso me senti livre. Me senti realizada, porque meu filho estava em casa com a babá e meu marido, porque finalmente eu não estava fazendo algo obrigatório, apressada, uma das mil tarefas. Não, naquelas poucas horas eu só andei a esmo, olhei algumas vitrines, comprei um lanche simples e barato e entrei numa loja de departamentos, onde calmamente escolhi e provei as roupas... e nisso várias deram certo! E comprei!
Desta vez minha independencia significou liberdade...
bom!!!
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E nisso me senti livre. Me senti realizada, porque meu filho estava em casa com a babá e meu marido, porque finalmente eu não estava fazendo algo obrigatório, apressada, uma das mil tarefas. Não, naquelas poucas horas eu só andei a esmo, olhei algumas vitrines, comprei um lanche simples e barato e entrei numa loja de departamentos, onde calmamente escolhi e provei as roupas... e nisso várias deram certo! E comprei!
Desta vez minha independencia significou liberdade...
bom!!!
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quarta-feira, 7 de março de 2012
Viagem sem fim
Uma coisa maravilhosa acontece na sua vida e depois de um tempo, quando um acontecimento na vida de outra pessoa te lembra daquilo, você se dá conta que já passou por coisas maravilhosas.
Ser pai e mãe é isso. Você começa essa viagem inesquecível, e a todo momento do trajeto volta àquele começo, e lágrimas vêm aos olhos. Será que vai ser emocionante assim pra sempre?
Um ano depois e tudo que envolve essa coisa de família (ser pai, mãe e filho) me enche os olhos d'água...
Mas é o que dá muito mais sentido à vida...
:)
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Ser pai e mãe é isso. Você começa essa viagem inesquecível, e a todo momento do trajeto volta àquele começo, e lágrimas vêm aos olhos. Será que vai ser emocionante assim pra sempre?
Um ano depois e tudo que envolve essa coisa de família (ser pai, mãe e filho) me enche os olhos d'água...
Mas é o que dá muito mais sentido à vida...
:)
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Vida
"Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém." (Caio Fernando Abreu)
E tô mesmo.
Sei disso porque amadureci: chega de aguentar tudo, de sorrir amarelo, de suportar defeitos nas pessoas que atingem outras pessoas e que prejudicam, sejam as relações ou o trabalho. O Evangelho nos exorta a corrigir nossos irmãos. E assim também tenho me corrigido.
Nos cargos que ocupo não dá pra ser legal sempre, e ouvir a verdade pode parecer que fere alguém, mas na verdade deveria mesmo era ferir, pra ver se cicatrizava.
Tô me afastando do mau humor de pessoas que reclamam sempre de tudo, se abstém de fazer parte da mudança e reclamam que nada muda. Das pessoas que vivem no pessimismo: se na escala estou neste setor, reclamo; se vou pro outro reclamo também. Não cola mais comigo reclamação sobre o trabalho, porque você tá na chuva é pra se molhar, você trabalha é pra receber dinheiro, e já diz a Bíblia que o trabalho cansa mesmo! E pode botar a culpa em Adão e Eva por isso.
Chega de pensar demais em certas ninharias e mixarias: tanto coisas que me ofenderam quanto que falaram de mim e mais ainda aquele olhar que acho que foi pra mim, atravessado. No mínimo em 50% das vezes a culpa não era só minha, e nem tudo que as pessoas criticam é porque esta errado: pode ser que elas simplesmente não gostem daquilo porque não agrada seus interesses.
Chega de mendigar amor! E de ser sempre palerma pra ter o amor de todos... isso não existe, e a coisa mais bonita em ser autêntica é esperar que vejam suas qualidades e suportem seus defeitos, até porque tudo isso é sempre muito relativo... Eu sou o diabo pra você, mas aquele ali acha minhas atitudes as mais acertadas possíveis...
Agradar a todos, a utopia da vida. Que já caiu pra mim, graças a Deus. E viva o clichê "nem Jesus agradou a todos!". E Este sabemos que estava totalmente certo.
Finalmente entendi que nada é pra sempre, nada é definitivo. Passageira é a vida, porque ela anda de tudo quanto é meio de transporte: ônibus, carroça, avião a jato. As coisas mudam, e às vezes só é preciso esperar por isso.
Porque a situação que estava estranha hoje amanhã não está mais; vai ver o cara nem acordou com o pé direito. E aquela crítica que você deixou morrer de raiva em pensamento era necessária pra fazer do fulano uma pessoa melhor, e do ambiente de trabalho também. E isso faz parte de tentar ser justo.
Ouvir eu continuo ouvindo. Só não escuto mais aquela parte repetitiva, do blá blá blá revolucionário e dramático de quem não consegue crescer e evoluir.
Estou me permitindo antipatizar com pessoas que são antipáticas. Quem gosta de quem sempre está de mau humor, sempre tem uma palavra brochante e nunca está satisfeito com nada? É, existem pessoas assim, e aposto que se alguém tocar nesse assunto, vão apelar para "não tô nem aí, não faço questão de ninguém gostar de mim". Que bom então, estou sem culpa. Isso sem deixar de ter o amor cristão por aquela pessoa. Continuo tentando ser justa, ajudar, não odeio; só me dou o direito de não ser passiva, acho até um crime não falar certas verdades.
Mas calma, nada de sair chutando o balde por aí. O assunto é equilíbrio. Antes de me fechar eu chutava o balde, de outra forma, desconstrutiva, antipática e me tornava uma dessas pessoas que agora quero distância.
Quero distância por enquanto. Vou me permitir.
_
E tô mesmo.
Sei disso porque amadureci: chega de aguentar tudo, de sorrir amarelo, de suportar defeitos nas pessoas que atingem outras pessoas e que prejudicam, sejam as relações ou o trabalho. O Evangelho nos exorta a corrigir nossos irmãos. E assim também tenho me corrigido.
Nos cargos que ocupo não dá pra ser legal sempre, e ouvir a verdade pode parecer que fere alguém, mas na verdade deveria mesmo era ferir, pra ver se cicatrizava.
Tô me afastando do mau humor de pessoas que reclamam sempre de tudo, se abstém de fazer parte da mudança e reclamam que nada muda. Das pessoas que vivem no pessimismo: se na escala estou neste setor, reclamo; se vou pro outro reclamo também. Não cola mais comigo reclamação sobre o trabalho, porque você tá na chuva é pra se molhar, você trabalha é pra receber dinheiro, e já diz a Bíblia que o trabalho cansa mesmo! E pode botar a culpa em Adão e Eva por isso.
Chega de pensar demais em certas ninharias e mixarias: tanto coisas que me ofenderam quanto que falaram de mim e mais ainda aquele olhar que acho que foi pra mim, atravessado. No mínimo em 50% das vezes a culpa não era só minha, e nem tudo que as pessoas criticam é porque esta errado: pode ser que elas simplesmente não gostem daquilo porque não agrada seus interesses.
Chega de mendigar amor! E de ser sempre palerma pra ter o amor de todos... isso não existe, e a coisa mais bonita em ser autêntica é esperar que vejam suas qualidades e suportem seus defeitos, até porque tudo isso é sempre muito relativo... Eu sou o diabo pra você, mas aquele ali acha minhas atitudes as mais acertadas possíveis...
Agradar a todos, a utopia da vida. Que já caiu pra mim, graças a Deus. E viva o clichê "nem Jesus agradou a todos!". E Este sabemos que estava totalmente certo.
Finalmente entendi que nada é pra sempre, nada é definitivo. Passageira é a vida, porque ela anda de tudo quanto é meio de transporte: ônibus, carroça, avião a jato. As coisas mudam, e às vezes só é preciso esperar por isso.
Porque a situação que estava estranha hoje amanhã não está mais; vai ver o cara nem acordou com o pé direito. E aquela crítica que você deixou morrer de raiva em pensamento era necessária pra fazer do fulano uma pessoa melhor, e do ambiente de trabalho também. E isso faz parte de tentar ser justo.
Ouvir eu continuo ouvindo. Só não escuto mais aquela parte repetitiva, do blá blá blá revolucionário e dramático de quem não consegue crescer e evoluir.
Estou me permitindo antipatizar com pessoas que são antipáticas. Quem gosta de quem sempre está de mau humor, sempre tem uma palavra brochante e nunca está satisfeito com nada? É, existem pessoas assim, e aposto que se alguém tocar nesse assunto, vão apelar para "não tô nem aí, não faço questão de ninguém gostar de mim". Que bom então, estou sem culpa. Isso sem deixar de ter o amor cristão por aquela pessoa. Continuo tentando ser justa, ajudar, não odeio; só me dou o direito de não ser passiva, acho até um crime não falar certas verdades.
Mas calma, nada de sair chutando o balde por aí. O assunto é equilíbrio. Antes de me fechar eu chutava o balde, de outra forma, desconstrutiva, antipática e me tornava uma dessas pessoas que agora quero distância.
Quero distância por enquanto. Vou me permitir.
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terça-feira, 1 de novembro de 2011
Mudanças
Tudo muda, já sei disso faz tempo, mas mesmo assim ainda me "aperreio" com essa realidade.
Muda meu plantão no hospital, muda um pouco o setor, muda a rotina, muda o cansaço e o tempo que passo com meu filho.
Curioso é que muitas dessas mudanças eu pedi, eu queria, como queria. Queria sair de casa, não aguentava mais apenas o serviço doméstico, às vezes a birra de Miguel me enlouquecia (experimenta ficar os dias inteiros sozinho com um bebê, dentro de uma casa...), embora também fosse maravilhoso passar o tempo inteiro com ele.
Não, não digo que me arrependo das mudanças. Só digo que doem demais, mesmo sendo esperadas, necessárias, invitáveis. Dói ver os dias passarem voando, passar muito tempo longe do meu filho (em comparação ao tempo que eu passava junto), dói o cansaço de um dia inteiro e chegar em casa e não conseguir fazer mais nada. Dói, no fim do mês, perceber que 30 dias se passaram e você nem viu, a casa ficou bagunçada, você nem lembrou certas vezes se quem ficou em casa tinha comida não congelada pro almoço, você perdeu o controle de muita coisa da sua rotina...
Mas pare pra pensar que houve pessoas, colocadas por Deus na sua vida, pra cuidar do seu filho (a melhor pessoa do mundo pra isso) e que ele não sofre tanto pela separação quanto outras crianças, e que está se desenvolvendo melhor que nunca; que seu trabalho novo é gostoso, as pessoas também as melhores, e que no hospital você foi para um local que parece ser legal, além de ter se mantido no seu setor também, e que tudo isso é temporário.
Pare pra pensa que Deus só coloca coisas na sua vida que você suporta, e que muitas das coisas que Ele coloca você mesmo pediu!
Mas do que tudo, saiba que "Há um tempo para cada coisa debaixo do céu", diz a Palavra.
Devemos nos alegrar por isso, porque assim Deus pode fazer novas todas as coisas...
Fique firme!
"1 Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus:
2 tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado;
3 tempo para matar, e tempo para sarar; tempo para demolir, e tempo para construir;
4 tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para gemer, e tempo para dançar;
5 tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se.
6 Tempo para procurar, e tempo para perder; tempo para guardar, e tempo para jogar fora;
7 tempo para rasgar, e tempo para costurar; tempo para calar, e tempo para falar;
8 tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz."
Muda meu plantão no hospital, muda um pouco o setor, muda a rotina, muda o cansaço e o tempo que passo com meu filho.
Curioso é que muitas dessas mudanças eu pedi, eu queria, como queria. Queria sair de casa, não aguentava mais apenas o serviço doméstico, às vezes a birra de Miguel me enlouquecia (experimenta ficar os dias inteiros sozinho com um bebê, dentro de uma casa...), embora também fosse maravilhoso passar o tempo inteiro com ele.
Não, não digo que me arrependo das mudanças. Só digo que doem demais, mesmo sendo esperadas, necessárias, invitáveis. Dói ver os dias passarem voando, passar muito tempo longe do meu filho (em comparação ao tempo que eu passava junto), dói o cansaço de um dia inteiro e chegar em casa e não conseguir fazer mais nada. Dói, no fim do mês, perceber que 30 dias se passaram e você nem viu, a casa ficou bagunçada, você nem lembrou certas vezes se quem ficou em casa tinha comida não congelada pro almoço, você perdeu o controle de muita coisa da sua rotina...
Mas pare pra pensar que houve pessoas, colocadas por Deus na sua vida, pra cuidar do seu filho (a melhor pessoa do mundo pra isso) e que ele não sofre tanto pela separação quanto outras crianças, e que está se desenvolvendo melhor que nunca; que seu trabalho novo é gostoso, as pessoas também as melhores, e que no hospital você foi para um local que parece ser legal, além de ter se mantido no seu setor também, e que tudo isso é temporário.
Pare pra pensa que Deus só coloca coisas na sua vida que você suporta, e que muitas das coisas que Ele coloca você mesmo pediu!
Mas do que tudo, saiba que "Há um tempo para cada coisa debaixo do céu", diz a Palavra.
Devemos nos alegrar por isso, porque assim Deus pode fazer novas todas as coisas...
Fique firme!
"1 Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus:
2 tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado;
3 tempo para matar, e tempo para sarar; tempo para demolir, e tempo para construir;
4 tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para gemer, e tempo para dançar;
5 tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se.
6 Tempo para procurar, e tempo para perder; tempo para guardar, e tempo para jogar fora;
7 tempo para rasgar, e tempo para costurar; tempo para calar, e tempo para falar;
8 tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz."
| (Eclesiastes | 3) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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