"Para de cobrar das pessoas! Quem precisa de mudar é você!"

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Fé e razão

Nada na minha vida foi fácil.
Mentira.
Teve coisa fácil sim, mas o que fica na memória é aquilo que conquistamos com muito sangue.

Mas "é justo que muito custe o que muito vale", diz Santa Teresa D'avila e muitos repetem falando de amor. Eu acho que isso fala da nossa vida todinha! A maioria, uns 99%, calculo, das coisas realmente importantes na nossa vida, vieram com luta, dedicação, esforço e tudo o mais.

Assim, hoje passo por mais uma situação em que minha fe é testada. E hoje fé foi fazer os preparativos como se tivesse certeza de que irá acontecer amanhã, apesar de ainda estar lutando para isso, e ter passado a tarde toda no telefone tentando resolver.

Crescimento na fé é ter essa certeza estranha de que aquilo que busca acontecerá amanhã, mesmo que eu tenha que ter feito muito esforço pra isso. E ainda aguardo a resposta! Ela virá no último minuto...
Cresci porque não estou mais me perguntando "por que comigo? nada dá certo e etc.", apenas faço minha parte de pessoa, que aprendeu que precisa sim lutar por muita coisa mas que tem a graça de sempre ter sido muito abençoada por Deus. MUITO!
No meu caminho não tenho reclamações...

Consigo enxergar melhor que aquilo que Deus não permite é livramento, e se amanhã a resposta for não, estarei aliviada! Sabe por quê?

Porque é tênue a linha entre o que Deus quer e o que nós forçamos (o que só nós queremos)!

Como saber? Eu que antigamente acreditava em filme, que o que é pra ser vem magicamente, naturalmente... mas já sei que "Quem cuida de sua figueira comerá de seus frutos, e quem vela por seu senhor será honrado" (Pv 27, 18), portanto fiz tudo que estava ao meu alcance para providenciar o acontecimento de amanhã.
Se eu estiver forçando, não tem problema, porque já consigo entregar a Deus o final!
Como entreguei a Ele, se não for da vontade dEle, não ocorrerá!
E "não existe lugar mais seguro e mais feliz do que a vontade de Deus." (Missionário Shalom)

Acredito que a minha paciência (muitas vezes forçada e inevitável), mas principalmente a fidelidade de Deus durante toda a minha vida é que devem estar produzindo a esperança aumentada e fortalecida que desfruto agora. E ainda é pouquinha!
"Não só isso, mas nos gloriamos até nas tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz paciência, a paciência prova a fidelidade, e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. E a esperança não engana." (Rm 5, 3ss)

Assim, sigo firme.
Ciente da vida real, cheia de altos e baixos mesmo;
Certa da graça de Deus que supera e toma conta de tudo.

Amém!


terça-feira, 26 de junho de 2018

Dor compartilhada

Não sei porque Deus veio e me distraiu da minha dor.
Eu só posso pensar que é pura misericórdia.
E foi direcionado, foi bem claro: todo mundo nessa vida sofre, sofre pelo mesmo que você e sofre pelo contrário também. Aquele contrário que você queria ter experimentado, o porquê você tá arrependida de ter pulado para esse lado da cerca. 

E agora? Isso deve me servir de consolo, devo me alegrar com a desgraça do outro e me conformar? Me recuso a acreditar que é apenas isso.

Já passei tempo demais também tentando encontrar um motivo para o sofrimento. O porquê ou as causas, e até mesmo o para quê, como explicava padre Léo. 
Não, não é nada disso.

Algo ou alguém já me disse que uma situação continuará acontecendo até que você aprenda a lição dela. Eu estava parada na parte em que já fiz tudo diferente, já refiz toda a parte que cabe a mim e que humanamente me é possível. 

E em meio a lágrimas e orações, eu lembrei da fé. Da mesma fé que preguei para aquela que Deus mandou pra eu "consolar". Sim, as aspas explicam que eu provavelmente saí mais consolada do que ela, não com sua desgraça, mas com a realidade da complexidade e dificuldade humanas que me acalmaram, me fizeram entender que todo mundo sofre. Mais além: pelo dom da fé, isto é, a fé que me foi dada, porque até isso é uma graça, eu acredito que Deus tem algo a mais. Algo além para mim e para ela. 

Desejo para nós duas hoje a "paz que ultrapassa todo o entendimento". E acredito que é isto que experimento agora, já que a situação está bem distante de tomar o rumo contrário e eu estou aqui, calma e controlada. Estou aqui sem os pensamentos que há alguns momentos atrás eu suplicava para que Deus tirasse de mim, sem a sensação de que desperdiço meu tempo, minha vida e meu sentimento com tudo isso.

Sem o vazio e a falta de paz.
Sim, estou triste e cinza ainda, e acho que tem gente desperdiçando meu tempo/sentimento e o dele também; mas isso não me consome mais. 

E assim seja.
Eu creio!

(em 10/06/2018)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ser adulto é difícil

Cada vez mais sinto os anos me cobrando... ai ai ai

Comecei a escrever aqui há 7 anos atrás, mas o que a vida me mostra são todos os outros anos também... Eu sinto que cheguei naquele momento da existência em que a coisa desacelera e eu consigo ver tudo nitidamente. Eu sinto forte cada acontecimento, eu sinto saudade do que ainda nem aconteceu, eu quero segurar com todas as mãos cada momento que eu passo.

Eu sou adulta.

Claro que faz um tempo que sou, mas agora eu vivo esse significado.
Pessoas queridas já se foram, meus amigos estão mais velhos junto comigo, nosso tempo de oba-oba já passou. Agora é uma responsabilidade em cima da outra, é a falta de tempo voraz que rouba tudo que temos num passe de mágica, é trabalhar mil vezes mais do que se divertir.

Sinto a vida dura.

Na beira dos 30 anos (completo no ano que vem), eu só gostaria que o tempo parasse bem aqui. Onde não sou tão jovem para sofrer as imaturidades, incertezas e indecisões, mas não tão velha para não gozar o frescor da juventude.

Eu tenho medos que não existiam. Nasceram com esse passar de anos.
Eu choro se pensar em coisas simples, eu vejo o mundo com lente aumentada de carinho e compreensão.

Eu rezo!


Maturidade

Percebo minha maturidade quando não culpo o mundo ou Deus pelas consequências dos meus defeitos e imperfeições.
Eu notei que sempre que algo dava errado eu procurava logo o culpado, e nunca era eu; meus atos sempre eram consequência dos atos dos outros; mais adiante, eu me culpava e isso também estragava todo meu plano de perfeição na vida.

Mas isso não é vida real.
Nessa semana cada dia foi uma surpresa, e a cada dia eu tive alguma pequena falha que me frustrou, mesmo que não tenha atrapalhado tanto meu dia assim (mas foram incômodos e levaram a mudanças de planos indesejáveis).
E então fui capaz de admitir que fui eu mesma que esqueci a chave num dia, que não peguei o cartão do banco no outro; por mais que meu esposo pudesse ter lembrado dessas coisas, quem precisava era eu.

Sou capaz de enxergar minha humanidade, fragilidade diante da complexa figura de perfeição que tento montar, e principalmente sou capaz de recomeçar no outro dia já aprendida dos erros, para não mais os cometer. E assim vou crescendo com um aborrecimento de cada vez.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Sozinho


Somos sozinhos no mundo.

Percebemos isso cedo na vida, mas aceitar mesmo demonstra maturidade.
Antes disso, você se revolta com a ideia, sooooofre na solidão e sente a maior pena de si mesmo. Fica pensando que é um pobre coitado porque ninguém entende você.

Depois de algumas coisas passadas na vida: decepções, fossas, voltas por cima, revoltas positivas que te levam a pensar um pouco mais em si algumas vezes e um certo caminho de oração, além de muita misericórdia divina sobre nossas feridas interiores, somos capazes de aceitar que as pessoas são diferentes de nós, e isso sempre vai nos trazer um pouco de solidão. Em maior ou menor grau.
 
Encontrar com Deus traz paz, e acho que por isso Jesus falava tanto de paz; neste caso é a paz de "somos diferentes, ninguém me entende completamente, mas, 'de boas', porque Deus me entende e isso é a coisa mais importante e consoladora do mundo". É isso.

Aquela pressão externa de que você tem que ser entendido, acolhido, amado e até chamegado acaba; tudo bem ser diferente e se sentir só de vez em quando. Nessas horas de deserto já conseguimos ter lembranças de quantas pessoas se identificam conosco, quantas companhias temos em diversas coisas, quantas vezes Deus foi cuidadoso conosco (percebemos pouco porque Ele é sempre) e essas coisas tão pequenas também trazem paz.

Aceitar essas diferenças também traz a maior capacidade de compreender o outro. Outra coisa que liberta! Não ficar pensando e matutando que o coleguinha ali está planejando a vida dele baseada na minha, pra me ferir, ou pelo contrário, é areia demais pra se importar comigo. Não é isso: ele também se sente só e às vezes pensa totalmente diferente de mim.

Não consigo explicar bem no papel a grande diferença que sinto agora. Antes eu matava e morria por me sentir assim, e hoje eu consigo respirar fundo e compreender.
Quanta, mas quanta diferença isso faz na minha vida.

Graças ao bom Deus que é sempre rico em misericórdia!


(procurando uma imagem para ilustrar o post, achei essa frase maravilhosa do Papa Bento XVI. Sem palavras para agradecer ao Espírito Santo!!!)

segunda-feira, 6 de março de 2017

Tempo de Quaresma

Tempo de quaresma é um tempo de ir contra nossas vontades. Pois no evangelho ouvimos que Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, e assim esses são dias de sacrificar nossas vontades.

A melhor quaresma que já fiz foi aquela em que silenciei para não brigar, e isso foi intensamente contra o que eu queria, na minha posição de "estar certa". Então aprendi que temos que deixar estar, deixar ser, e isso é contra a mentalidade humana de sempre estar certo, fazer valer seu querer; vivemos em tempos de "eubsolutismo". 


Também ja se condenam as penitências de doces, refrigerantes, e até as de redes sociais, tão usadas nos últimos anos. Acho que hoje o desafio é saber usar, saber dosar, porque não adianta ficar 40 dias sem aquilo e no domingo de Páscoa cometer o pecado do exagero.
São tempos de lucidez: de perceber que aquilo que vivo na quaresma deve ser estendido para o ano todo! Não pode ser apenas uma trégua, uma desforra que apaga todos os meus excessos e pecados cometidos durante o ano. 
Acho que hoje isso é o mais complexo; fazer uma quaresma silenciosa, fazer algo real e não mecânico, e levar isso durante o ano, sem desistir ou postergar para a quaresma seguinte. 

Não é um tempo de sofrimento puro, seco, mas não espere

calmaria... mais do que isso, é olhos fixos na Páscoa, onde poderemos dizer "combati o bom combate, guardei a fé", não como seres perfeitos, mas pessoas melhores! 

Deus abençoe nossa caminhada!



sábado, 7 de janeiro de 2017

Tempo

O ano de 2016 acabou e já avança o ano novo.
E pela primeira vez na minha vida, eu quis parar o tempo. E, pra não chamar de desespero, acho que vou chamar de maturidade (hahahaah).

É que, como já falei aqui, eu sempre fui muito precoce, acelerada, imediatista e até insatisfeita. Sempre querendo tudo logo, que passasse rápido, e encarando o ano novo como uma folha em branco pronta pra ser escrita, porque a folha anterior eu queria apenas amassar e jogar fora.

Mas dessa vez não.
Não quer dizer que até hoje eu vivi desenfreadamente sem aproveitar nada, que não ficou retida nenhuma experiência ou nada de bom, pelo contrário: muito já passei de bom, o saldo positivo é bem maior, tenho fotos, lembranças e aprendizados, mas dessa vez é diferente.
Porque eu desejei poder voltar no tempo e "catar" cada momento perdido, principalmente dos meus filhos. As festinhas de escola que não deu pra ir, os deveres de casa que não conseguimos fazer, aqueles livros e leituras que não fiz ou comprei. Quantas vezes a saudade que eu senti me consumia na estrada de um trabalho ao outro, durante as aulas e duros estudos pro mestrado, porque em inúmeras situações precisei ficar trancada na sala de estudos ou na casa de um colega até tarde pra ver se entendia aquele incompreensível conteúdo de matemática e estatística.

É, quase bateu o desespero! Eu quis parar o tempo também porque finalmente acho que estou me acomodando um pouco na vida, entendendo que estabilidade é estar confortável com o que você vive agora, ficar satisfeito com aquilo que está ao teu alcance, mesmo sem perder de vista alguns sonhos e oportunidades. Eu desejei trabalhar menos, menos, porque nenhum dinheiro do mundo é capaz de comprar experiências e tempo com quem a gente ama.

Assistindo a Canção Nova agora há pouco, como sempre de modo providencial, no Acampamento para famílias o Dunga e a esposa falavam do tempo. Então eu finalmente entendi que 2016 foi um tempo de aprender com as escolhas, e como vim percebendo ao longo da vida, todo tempo tem seu aprendizado e produz seus frutos. Absolutamente tudo que passei meu ensinou, e como sempre falo, que maravilha é receber a recompensa das corridas que fazemos!

Então, 2017 é um ano em que pensarei melhor minhas escolhas, porque sou mãe de família, esposa, pessoa, e desejo muito mais viver, ser de Deus, Isso produz, assim como no início de 2016 (e está documentado aqui no blog), muitas decisões. É bom ver que a maioria permanece, algumas preciso recomeçar, mas consciente e determinada, e quantas novas!



(essa é uma das resoluções principais!)

Então, feliz 2017!!!
Tempo, seja meu amigo. Ou melhor, serei amiga do tempo.
Passe bem, bem devagar... 
;)

(Eclesiastes 3, 1-15)

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Vida, pisa devagar

"Ordenar as coisas para Deus"
Ele providencia!

Entregar a vida a Ele é isso: você perde o controle dela, e se não olha para Aquele que fez as promessas, vê tudo desmoronar.
Mas não é isso. É que tudo está sendo colocado em seu lugar.

Quantas coisas difíceis têm acontecido, inusitadas até, que andam me fazendo questionar, desenterrar e "consertar". Do nada aparecem situações há muito esquecidas, ou outras que não tinham razão de realmente acontecer, para que sejam ordenadas. É como se fosse "à força", é muito doído, mas necessário e importante.

São relacionamentos para serem curados; são questionamentos internos que me fazem crescer.
Nunca tive tanta lucidez e tanta dúvida ao mesmo tempo.
Nunca me senti tão adulta, com todos os problemas do mundo; ao mesmo tempo, tenho conseguido passar por tudo de uma maneira infinitamente melhor que antes. Consigo ficar calma em tantas situações que nem suportaria (ou suportava), e certamente tenho uma fé mais alicerçada, isso só pode ser fruto, embora eu não tenha tanta consciência disso.

Acrescenta a rotina, e às vezes penso que vou explodir; mas sinto e sei que tem Deus em tudo, e que essas coisas devem fazer sentido lá na frente.

Por conta de alguns desses acontecimentos que extraíram de mim o ruim, o erro, eu olho pra mim e não vejo nada. Eu até acho bom não me ter mais em conta de nada, ver cair por terra o resto de "orgulho", o restinho de coisa que eu podia dizer que era meu.

Mas até isso é bom!
"amar minha pequenez"



"Meu bem
Mas, quando a vida nos violentar
Pediremos ao Bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida
Vida pisa devagar
Meu coração, cuidado, é frágil
Meu coração é como um vidro
Como um beijo de novela"
(Coração Selvagem - Belchior)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Perdão

04/09/16 - domingo

Hoje, após 3 anos, Deus me fez entender muita coisa. De modo tão misericordioso!
Me fez voltar ao local de origem, por assim dizer, e me deu a certeza do perdão.  

"Ensina-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria"
"Pois mil anos para vos são como ontem, qual vigília de uma noite que passou"
(Salmo 89)

Nós que somos apressados, que não conseguimos enxergar em meio ao sofrimento.
Consegui ver a mão de Deus o tempo todo nos amparando, consegui ver que Ele estava ao nosso lado o tempo inteiro.
"Vos fostes ó Senhor, um refúgio para nós" (Salmo 89)

Já contam 3 anos, um ciclo completo para a Igreja. O tempo de caminhada de Jesus, de sua vida pública. Há três anos tudo o que tínhamos espiritualmente foi descontruído e recomeçado, da maneira que Ele quis. 

E todas as coisas que Ele falou na homilia, me mostrou a necessidade que tínhamos de desapegar, renunciar ao local em que estávamos. Ele quis que não ficássemos presos. Nós que não somos nada, não permanecemos ligados a nada. Porque até esse desejo de ser de alguém Ele queria que eu renunciasse.
Hoje no Glória eu consegui dar graças, de modo sincero, livre, por tudo que passou. Visualizando ali na minha frente, literalmente, aquilo (aqueles) que por três anos foram motivo de raiva, pecado, mágoa para mim. A liberdade que sinto no meu coração é a melhor sensação que eu poderia ter.
Eu perdoei! Chegar a essa conclusão, perceber isso, é libertador. Eu realmente não tinha idéia da profundidade disso na alma. Acho que depende da intensidade do sofrimento!


Porque custou muito chegar até aqui. Foi sofrido demais, foi falta de entender demais, foi muito tempo sem vislumbrar um sentido ou um fim pra isso.
Olhava pro altar e via o filme desses três anos até aqui: tudo que conseguimos na vida material, familiar e espiritual, vi numa larga estrada luminosa, que se abria cada vez mais, se alargada cada vez mais. 

Olho com olhos de fé, de esperança, para a misericórdia de Deus, Só assim posso desejar coisas grandiosas!


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Medo

Quando você muda sua perspectiva, muda seu "eu", passa a encarar de forma diferente diversas situações.

Tira o foco de você e olha para aquilo que Deus quer, e se vê tão pequeno frente a tão grandes e importantes realizações para Ele que te são confiadas.
Isso dá medo. Não se quer mais apenas fazer por fazer, sentir em seu ego que realizou: se pretende verdadeiramente alcançar para o Senhor aquilo que Ele deseja, que são os corações dos Seus filhos.

Medo porque você é pouquinho, longe de ser suficiente; porque desejava muito mais ficar quietinho no canto, só vivendo Deus sem ter que assumir responsabilidades de evangelização sobre as quais você já não se acha mais capaz.

Sei que isso é crescimento. A capacidade de sair do egocentrismo, soberba e auto suficiência e olhar para Deus, imenso, e você, pequeno, mostra que a Verdade está se encaixando em mim.

Mas dá medo! Sou incapaz, pequena, falha, finita.
Então lembro da grande contradição que é o Evangelho, que é Deus: escolhe os piores, pequenos, humildes, porque só eles conseguem acolher a Boa Nova de braços abertos e sem restrições, porque eles não têm mesmo nada! Isso também é resposta quando me lembro que há tantos melhores para Seu serviço, mas Ele me coloca em marcha.

E o Papa vem chamando a atenção para a necessidade de evangelizar de maneira diferente, e que é algo que se impõe a nós, pelo amor que temos a Deus.

Evangelizar não é fazer proselitismo e nem fazer um passeio, nem reduzir o Evangelho a uma função, explicou Francisco. Isto é o que Paulo diz: “Para mim não é um motivo de exibição, para mim é uma necessidade que se impõe”.





Que meu medo seja a certeza do novo que eu sempre pedi a Deus. Isso é confiança, isso é fé! #eucreio
"Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21, 5)
 Amém!