"Para de cobrar das pessoas! Quem precisa de mudar é você!"

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Sozinho


Somos sozinhos no mundo.

Percebemos isso cedo na vida, mas aceitar mesmo demonstra maturidade.
Antes disso, você se revolta com a ideia, sooooofre na solidão e sente a maior pena de si mesmo. Fica pensando que é um pobre coitado porque ninguém entende você.

Depois de algumas coisas passadas na vida: decepções, fossas, voltas por cima, revoltas positivas que te levam a pensar um pouco mais em si algumas vezes e um certo caminho de oração, além de muita misericórdia divina sobre nossas feridas interiores, somos capazes de aceitar que as pessoas são diferentes de nós, e isso sempre vai nos trazer um pouco de solidão. Em maior ou menor grau.
 
Encontrar com Deus traz paz, e acho que por isso Jesus falava tanto de paz; neste caso é a paz de "somos diferentes, ninguém me entende completamente, mas, 'de boas', porque Deus me entende e isso é a coisa mais importante e consoladora do mundo". É isso.

Aquela pressão externa de que você tem que ser entendido, acolhido, amado e até chamegado acaba; tudo bem ser diferente e se sentir só de vez em quando. Nessas horas de deserto já conseguimos ter lembranças de quantas pessoas se identificam conosco, quantas companhias temos em diversas coisas, quantas vezes Deus foi cuidadoso conosco (percebemos pouco porque Ele é sempre) e essas coisas tão pequenas também trazem paz.

Aceitar essas diferenças também traz a maior capacidade de compreender o outro. Outra coisa que liberta! Não ficar pensando e matutando que o coleguinha ali está planejando a vida dele baseada na minha, pra me ferir, ou pelo contrário, é areia demais pra se importar comigo. Não é isso: ele também se sente só e às vezes pensa totalmente diferente de mim.

Não consigo explicar bem no papel a grande diferença que sinto agora. Antes eu matava e morria por me sentir assim, e hoje eu consigo respirar fundo e compreender.
Quanta, mas quanta diferença isso faz na minha vida.

Graças ao bom Deus que é sempre rico em misericórdia!


(procurando uma imagem para ilustrar o post, achei essa frase maravilhosa do Papa Bento XVI. Sem palavras para agradecer ao Espírito Santo!!!)

segunda-feira, 6 de março de 2017

Tempo de Quaresma

Tempo de quaresma é um tempo de ir contra nossas vontades. Pois no evangelho ouvimos que Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, e assim esses são dias de sacrificar nossas vontades.

A melhor quaresma que já fiz foi aquela em que silenciei para não brigar, e isso foi intensamente contra o que eu queria, na minha posição de "estar certa". Então aprendi que temos que deixar estar, deixar ser, e isso é contra a mentalidade humana de sempre estar certo, fazer valer seu querer; vivemos em tempos de "eubsolutismo". 


Também ja se condenam as penitências de doces, refrigerantes, e até as de redes sociais, tão usadas nos últimos anos. Acho que hoje o desafio é saber usar, saber dosar, porque não adianta ficar 40 dias sem aquilo e no domingo de Páscoa cometer o pecado do exagero.
São tempos de lucidez: de perceber que aquilo que vivo na quaresma deve ser estendido para o ano todo! Não pode ser apenas uma trégua, uma desforra que apaga todos os meus excessos e pecados cometidos durante o ano. 
Acho que hoje isso é o mais complexo; fazer uma quaresma silenciosa, fazer algo real e não mecânico, e levar isso durante o ano, sem desistir ou postergar para a quaresma seguinte. 

Não é um tempo de sofrimento puro, seco, mas não espere

calmaria... mais do que isso, é olhos fixos na Páscoa, onde poderemos dizer "combati o bom combate, guardei a fé", não como seres perfeitos, mas pessoas melhores! 

Deus abençoe nossa caminhada!



sábado, 7 de janeiro de 2017

Tempo

O ano de 2016 acabou e já avança o ano novo.
E pela primeira vez na minha vida, eu quis parar o tempo. E, pra não chamar de desespero, acho que vou chamar de maturidade (hahahaah).

É que, como já falei aqui, eu sempre fui muito precoce, acelerada, imediatista e até insatisfeita. Sempre querendo tudo logo, que passasse rápido, e encarando o ano novo como uma folha em branco pronta pra ser escrita, porque a folha anterior eu queria apenas amassar e jogar fora.

Mas dessa vez não.
Não quer dizer que até hoje eu vivi desenfreadamente sem aproveitar nada, que não ficou retida nenhuma experiência ou nada de bom, pelo contrário: muito já passei de bom, o saldo positivo é bem maior, tenho fotos, lembranças e aprendizados, mas dessa vez é diferente.
Porque eu desejei poder voltar no tempo e "catar" cada momento perdido, principalmente dos meus filhos. As festinhas de escola que não deu pra ir, os deveres de casa que não conseguimos fazer, aqueles livros e leituras que não fiz ou comprei. Quantas vezes a saudade que eu senti me consumia na estrada de um trabalho ao outro, durante as aulas e duros estudos pro mestrado, porque em inúmeras situações precisei ficar trancada na sala de estudos ou na casa de um colega até tarde pra ver se entendia aquele incompreensível conteúdo de matemática e estatística.

É, quase bateu o desespero! Eu quis parar o tempo também porque finalmente acho que estou me acomodando um pouco na vida, entendendo que estabilidade é estar confortável com o que você vive agora, ficar satisfeito com aquilo que está ao teu alcance, mesmo sem perder de vista alguns sonhos e oportunidades. Eu desejei trabalhar menos, menos, porque nenhum dinheiro do mundo é capaz de comprar experiências e tempo com quem a gente ama.

Assistindo a Canção Nova agora há pouco, como sempre de modo providencial, no Acampamento para famílias o Dunga e a esposa falavam do tempo. Então eu finalmente entendi que 2016 foi um tempo de aprender com as escolhas, e como vim percebendo ao longo da vida, todo tempo tem seu aprendizado e produz seus frutos. Absolutamente tudo que passei meu ensinou, e como sempre falo, que maravilha é receber a recompensa das corridas que fazemos!

Então, 2017 é um ano em que pensarei melhor minhas escolhas, porque sou mãe de família, esposa, pessoa, e desejo muito mais viver, ser de Deus, Isso produz, assim como no início de 2016 (e está documentado aqui no blog), muitas decisões. É bom ver que a maioria permanece, algumas preciso recomeçar, mas consciente e determinada, e quantas novas!



(essa é uma das resoluções principais!)

Então, feliz 2017!!!
Tempo, seja meu amigo. Ou melhor, serei amiga do tempo.
Passe bem, bem devagar... 
;)

(Eclesiastes 3, 1-15)

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Vida, pisa devagar

"Ordenar as coisas para Deus"
Ele providencia!

Entregar a vida a Ele é isso: você perde o controle dela, e se não olha para Aquele que fez as promessas, vê tudo desmoronar.
Mas não é isso. É que tudo está sendo colocado em seu lugar.

Quantas coisas difíceis têm acontecido, inusitadas até, que andam me fazendo questionar, desenterrar e "consertar". Do nada aparecem situações há muito esquecidas, ou outras que não tinham razão de realmente acontecer, para que sejam ordenadas. É como se fosse "à força", é muito doído, mas necessário e importante.

São relacionamentos para serem curados; são questionamentos internos que me fazem crescer.
Nunca tive tanta lucidez e tanta dúvida ao mesmo tempo.
Nunca me senti tão adulta, com todos os problemas do mundo; ao mesmo tempo, tenho conseguido passar por tudo de uma maneira infinitamente melhor que antes. Consigo ficar calma em tantas situações que nem suportaria (ou suportava), e certamente tenho uma fé mais alicerçada, isso só pode ser fruto, embora eu não tenha tanta consciência disso.

Acrescenta a rotina, e às vezes penso que vou explodir; mas sinto e sei que tem Deus em tudo, e que essas coisas devem fazer sentido lá na frente.

Por conta de alguns desses acontecimentos que extraíram de mim o ruim, o erro, eu olho pra mim e não vejo nada. Eu até acho bom não me ter mais em conta de nada, ver cair por terra o resto de "orgulho", o restinho de coisa que eu podia dizer que era meu.

Mas até isso é bom!
"amar minha pequenez"



"Meu bem
Mas, quando a vida nos violentar
Pediremos ao Bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida
Vida pisa devagar
Meu coração, cuidado, é frágil
Meu coração é como um vidro
Como um beijo de novela"
(Coração Selvagem - Belchior)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Perdão

04/09/16 - domingo

Hoje, após 3 anos, Deus me fez entender muita coisa. De modo tão misericordioso!
Me fez voltar ao local de origem, por assim dizer, e me deu a certeza do perdão.  

"Ensina-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria"
"Pois mil anos para vos são como ontem, qual vigília de uma noite que passou"
(Salmo 89)

Nós que somos apressados, que não conseguimos enxergar em meio ao sofrimento.
Consegui ver a mão de Deus o tempo todo nos amparando, consegui ver que Ele estava ao nosso lado o tempo inteiro.
"Vos fostes ó Senhor, um refúgio para nós" (Salmo 89)

Já contam 3 anos, um ciclo completo para a Igreja. O tempo de caminhada de Jesus, de sua vida pública. Há três anos tudo o que tínhamos espiritualmente foi descontruído e recomeçado, da maneira que Ele quis. 

E todas as coisas que Ele falou na homilia, me mostrou a necessidade que tínhamos de desapegar, renunciar ao local em que estávamos. Ele quis que não ficássemos presos. Nós que não somos nada, não permanecemos ligados a nada. Porque até esse desejo de ser de alguém Ele queria que eu renunciasse.
Hoje no Glória eu consegui dar graças, de modo sincero, livre, por tudo que passou. Visualizando ali na minha frente, literalmente, aquilo (aqueles) que por três anos foram motivo de raiva, pecado, mágoa para mim. A liberdade que sinto no meu coração é a melhor sensação que eu poderia ter.
Eu perdoei! Chegar a essa conclusão, perceber isso, é libertador. Eu realmente não tinha idéia da profundidade disso na alma. Acho que depende da intensidade do sofrimento!


Porque custou muito chegar até aqui. Foi sofrido demais, foi falta de entender demais, foi muito tempo sem vislumbrar um sentido ou um fim pra isso.
Olhava pro altar e via o filme desses três anos até aqui: tudo que conseguimos na vida material, familiar e espiritual, vi numa larga estrada luminosa, que se abria cada vez mais, se alargada cada vez mais. 

Olho com olhos de fé, de esperança, para a misericórdia de Deus, Só assim posso desejar coisas grandiosas!


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Medo

Quando você muda sua perspectiva, muda seu "eu", passa a encarar de forma diferente diversas situações.

Tira o foco de você e olha para aquilo que Deus quer, e se vê tão pequeno frente a tão grandes e importantes realizações para Ele que te são confiadas.
Isso dá medo. Não se quer mais apenas fazer por fazer, sentir em seu ego que realizou: se pretende verdadeiramente alcançar para o Senhor aquilo que Ele deseja, que são os corações dos Seus filhos.

Medo porque você é pouquinho, longe de ser suficiente; porque desejava muito mais ficar quietinho no canto, só vivendo Deus sem ter que assumir responsabilidades de evangelização sobre as quais você já não se acha mais capaz.

Sei que isso é crescimento. A capacidade de sair do egocentrismo, soberba e auto suficiência e olhar para Deus, imenso, e você, pequeno, mostra que a Verdade está se encaixando em mim.

Mas dá medo! Sou incapaz, pequena, falha, finita.
Então lembro da grande contradição que é o Evangelho, que é Deus: escolhe os piores, pequenos, humildes, porque só eles conseguem acolher a Boa Nova de braços abertos e sem restrições, porque eles não têm mesmo nada! Isso também é resposta quando me lembro que há tantos melhores para Seu serviço, mas Ele me coloca em marcha.

E o Papa vem chamando a atenção para a necessidade de evangelizar de maneira diferente, e que é algo que se impõe a nós, pelo amor que temos a Deus.

Evangelizar não é fazer proselitismo e nem fazer um passeio, nem reduzir o Evangelho a uma função, explicou Francisco. Isto é o que Paulo diz: “Para mim não é um motivo de exibição, para mim é uma necessidade que se impõe”.





Que meu medo seja a certeza do novo que eu sempre pedi a Deus. Isso é confiança, isso é fé! #eucreio
"Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21, 5)
 Amém!


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Resultados




Vejo que evoluí tanto em muitos aspectos pessoais; resolvi algumas coisas, mas parece que passei para a próxima fase, e surgiram outros problemas.

É fato que me sinto uma pessoa totalmente diferente agora, quando olho para trás e me comparo à pessoa que era antes, em relação aos pensamentos, sentimentos, voltas por cima.

Mas de repente topo num obstáculo: sempre espero o melhor de mim, sempre espero ser a melhor, e percebo que continua sendo uma necessidade minha, mesmo já sabendo que isso é uma bobagem.

Porque já vejo o quanto é maravilhoso ser pequeno, o quanto é bom ser pobre, pois assim chegamos a Deus.

Também comecei a questionar o que estou fazendo nesse ponto da minha vida: creio que nunca havia me deparado com algo tão difícil, que é o curso de mestrado, pelo fato de ser intelectualmente muito superior ao que eu já havia experimentado. Eu que sempre fui boa nas coisas, me vi sendo mais uma desesperada em busca de entender o conteúdo.

Após uma prova onde estudei muito mas não consegui fazer toda, fui para casa chorando e rezando, e lembrando como desde o começo eu quis tudo pra mim. Sempre os primeiros lugares, sempre eu que estudava; egoísta, fui pegando tudo que aparecia, numa ânsia de provar que tinha valor, que era capaz, que era amada – isso é carência.

Percebi que cheguei até aqui que nem trator, pegando tudo que me aparecia, só deixei passar mesmo o que não teve jeito, porque toda oportunidade agarrei. Antigamente eu não queria ficar em casa, não valorizava a família, e precisava me afirmar, até para mim mesma.

Hoje eu só queria ter tempo em casa, cozinhar, ficar com meus filhos. Se eu tinha tempo livre, eu via algo pra fazer, quero estudar, quero ter mais, ser melhor, etc. Hoje eu quero tempo livre pra curtir meus filhos, arrumar minha casa, e cozinhar já não é mais tempo perdido.

Colocando no papel, vejo o extraordinário de Deus, como Ele pode transformar alguém assim.

Olho para situações que me parecem penosas hoje, não vejo muito sentido, mas a fé me faz avançar, eu imagino que tem algo lá na frente me esperando.
Parece q toda minha perspectiva mudou, meu ponto de vista. Embora não esteja rezando como quero e deveria, consigo colocar Deus como referência na grande maioria das coisas. Apesar de ter ficado revoltada comigo mesma por não ter rezado direito frente a uma situação, preciso passar por ela agora e rezar melhor sobre tudo!
Quando me pergunto sobre certas realizações, coisas que eu queria ou ainda quero, vejo que Ele providenciou também, que Ele quer nos dar nossos sonhos.
Antes eu achava que estava colocando as situações na mão de Deus, buscando saber a vontade Dele, mas não estava nada! Hoje sinto que posso viver assim, estou muito mais sensível pra Deus, eu acho. Para o que realmente importar, para ser Dele, refletir-Lo, só que isso é muito sofrido também! Ter os olhos vendados parece ser menos doído, mas na verdade não é. Porque você sofre sem saber, bate cabeça, não se conhece, se irrita com as coisas, briga em vão.
Estar assim mais consciente mostra muito de nós, da vida, de tudo, então é preciso ter maturidade porque senão a gente enlouquece!
Hoje eu vejo resultados. ;)




quinta-feira, 14 de julho de 2016

Tirar o fardo pesado das costas!

7O caminho do justo é reto, e tu ainda aplainas a estrada ao justo. 
8Sim, no caminho dos teus juízos esperamos em ti, Senhor; para o teu nome e para a tua memória volta-se o nosso desejo. 
9Quando vem a noite anseia por ti a minh’alma e com a força do espírito te procuro no meu íntimo. Quando brilharem na terra teus juízos, os habitantes do mundo aprenderão a ser justos.
12Senhor, hás de dar-nos a paz, como nos deste a mão em nossos trabalhos. 
16Senhor, eles a ti recorreram na angústia; exageraram na superstição, e veio-lhes o teu castigo. 
17Como a mulher grávida, ao aproximar-se o parto geme e chora em suas dores, assim nós, Senhor, em tua presença.
(Is 26)

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso.
29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
(Mt 11)

HOMILIA - Pe. Roger Araújo
Quem de nós, em algum momento de nossa vida, alguma etapa de nosso dia, ou o dia inteiro, está cansado e fatigado? Cada um de nós tem um fardo a carregar. Traduzo “fardo” como obrigações, compromissos e responsabilidades. Nenhum de nós tem uma vida envolta na maré mansa; pelo contrário, todos nós temos muitas coisas sobre o nosso olhar e nossos ombros.
Alguns têm a responsabilidade de cuidar da casa, da família, do trabalho e dos estudos, e a isso ainda se somam as contrariedades, as coisas que não dão certo e não andam tão bem. Há também as doenças. Cada um conhece o tamanho de seu fardo!
Algumas vezes, olhamos para dentro de nós e há uma certa insatisfação com o que estamos vivendo ou fazendo. Perdemos um pouco do gosto pelas coisas e caímos no desgosto para com a vida e as coisas do jeito que estão. Muitas vezes, até uma coisa muito simples torna-se um fardo pesado.
Jesus sabe o quanto o fardo pesa para nós, Ele sabe quantas durezas temos na vida e conhece como andam as coisas ao nosso redor. Sobretudo, sabe como andam as coisas dentro de nós, em nosso coração e na nossa vida. Por isso, Ele está dizendo: “Vinde a mim!”. Precisamos ir até Jesus, pois Ele já veio até nós. Mas por que precisamos ir até Ele? Porque Ele quer pegar o nosso cansaço, nossa fadiga, e nos dar o Seu jugo, porque Ele é manso e humilde de coração.
Jesus está nos dizendo que, na mansidão e na humilde de coração, encontramos o descanso de que nossa alma precisa! Ele está nos dizendo que levamos as coisas a sério demais, que damos a elas um peso maior do que merecem. Cristo quer nos dizer que a vida merece ser mais leve, e isso não quer dizer que ela não deva ser séria. No entanto, não pode ser encarada com esse peso que costumamos lhe dar, como transformar coisas pequenas em grandes, fazer tempestades num copo d’água. Não podemos nos ofender por qualquer coisa, magoarmo-nos com qualquer situação e achar que tudo está ruim, que tudo pode ser uma tragédia, que há um complô contra nós! Não podemos olhar tudo sobre o prisma da negatividade.
Quando estamos em Jesus, a mansidão de coração nos ajuda a ver as coisas de forma mais leve e suave. Quando estamos em Jesus, precisamos ter humildade de coração, para não buscarmos coisas elevadas e grandiosas demais para nós, coisas que nos deixem sobrecarregados. Façamos o essencial com dedicação e amor, pois o que não deu certo, hoje, pode dar certo amanhã.
Quando estamos em Jesus, não ficamos acumulando tantas coisas ao nosso redor nem dentro de nós, ficamos com o essencial!  Que Jesus, manso e humilde de coração, traga toda a leveza de que nosso coração precisa!
Deus abençoe você!


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Na bad

Estava eu na maior bad - que eu creio ser TPM, e dessa vez fiz a escolha mais sábia.
Me aquietei, me acalmei e rezei.

Porque todas as outras vezes, chorar, berrar, perder a paciência com meu filho, só me trouxeram mais arrependimento.
Rezei o terço com eles correndo na sala, brincando comigo - santa Canção Nova. Evitei uma briga mesmo quando perguntada o que eu tinha - poderia ter despejado todo o meu lixo, mas me calei.

O terço me melhorou, me acalmou, a raiva (não muito bem esclarecida, ou melhor, não bem fundada), melhorou.
Pedi a bíblia para um dos que corriam, e rezei.

A gente aprende a rezar em qualquer circunstância. Porque estar próximo de Deus é instantâneo, basta querer. Mas somos desprogramados disso logo que nascemos, é meio custoso voltar.
Persevere, pois aprendemos a nos conectar verdadeiramente a Deus (Ele está sempre à espera) em qualquer situação.

E pareceu coisa de carismático (hahahahahha), mas abri a Palavra em duas passagens certeiras (não fiz de propósito).

"Moscas mortas fazem com que o perfumista rejeite o óleo, um pouco de insensatez conta mais que sabedoria e glória.
(quando cheguei em casa e tive a raiva, pensava: a gente faz tudo certinho, tenho o maior cuidado com aquele objeto, mas o momento em que vacilo, descuido, me distraio, até pelo cansaço, e o quebro, todo o resto de perde. :[)

Se a indignação daquele que comanda se levanta contra ti, não deixes o teu lugar, pois a calma evita grandes pecados.
(tenho vivido isso num dos ambientes de trabalho)
(Ecle 10, 1.4)
E todo o capítulo 10 de Eclesiastes prova que tudo tem consequencias, e que a falta de sabedoria só nos traz problemas.

Então fui buscar um salmo para rezar.

"Ó Deus nós ouvimos com nossos ouvidos,
nossos pais nos contaram
a obra que realizaste em seus dias,
nos dias de outrora, com tua mão.

Para plantá-los expulsastes nações,

maltrataste povos para estedê-los;
não foi pela espada que conquistaram a terra,
nem foi seu braço que lhes trouxe a vitória;
e sim tua direita e teu braço,
e a luz da tua face, porque os amavas.

Eras tu, ó meu Rei e meu Deus,

que decidias as vitórias de Jacó;
contigo agredimos nossos opressores, 
calcamos nossos agressores por teu nome.

Não era no meu arco que eu tinha confiança,

nem era minha espada que me trazia vitória:
eras tu que nos salvavas de nossos opressores
e envergonhava aqueles que nos odiavam;
em Deus nos orgulhávamos todo o dia,
celebrando o teu nome para sempre." (Salmo 43, 2-9)

Me lembrei de como eu confiava no Senhor! Como entregava minha vida, não tinha medo de nada.
Olhos cheios dágua, continuei rezando o salmo, mas vi que não cabia a mim, pois o povo agora se encontrava na miséria, derrotado, e pediam que Deus se levantasse, que os socorresse, que os resgatasse.
Sinceramente, não preciso pedir isso para Deus. Sinto que Ele está aqui ao meu lado, apesar das consequencias dos meus atos, Ele sempre está aqui.

Então meu Deus, perdão, me deu vergonha ver como Te deixei de lado, mas quero confiar e me entregar ainda mais, mais do que antes!
Obrigada porque na verdade não sou eu que decido nada na minha vida: Tu me dás tudo!!!

Não quero nunca mais esquecer!!!

Outra coisa: a raiva que estava porque fui desastrada e danifiquei algo meu, novo, suado para pagar, foi acalmada porque não posso me cobrar demais. Sou assim mesmo, falha, tenho esses defeitos, e esse deslize não apaga todo o cuidado que venho tendo, porque se não estivesse tendo, o objeto estaria muito pior! Então, sempre vale a pena.
Eu posso me decepcionar comigo mesma, mas Deus é Aquele que me ama, e acredita em mim!

Quanto ao meu próximo, eu preciso tentar de novo, dar outra chance.
Amém!!!

Libertação

Vim partilhar sobre minha última confissão.
O blog descreve minha jornada. Não sei se ficou perceptível que segui a vida numa parábola côncava: na verdade, não comecei lá no alto, mas cheguei ali, caindo depois, para agora me reerguer.

Mas eu não estava no fundo do poço. Apenas me perdi, confundi no caminho pra Deus. E agora encontrei o que nem procurava. Graças a Deus.

Talvez tenhamos que digerir mesmo certos acontecimentos, certas experiências. Talvez precisamos mudar, amadurecer, sei lá, para ultrapassar uma fase da vida.
Na confissão - que aconteceu após cerca de dois meses de decisão, de clareza quanto a precisar aprofundar em Deus, e que fora disso minha vida não teria mais sentido - eu experimentei uma libertação. Passei de fase! Que nem videogame mesmo.

E só posso associar à graça de Deus, pois sozinha não aconteceria, já venho lutando há muito. Também acho que a luta é que deu os fatores para que culminasse assim.

Na confissão, o modo como o padre me falava, uma tranquilidade, uma paz - o Persona Christi, afinal -, me fez ver que passou.

Onde há vida humana há sofrimento, ele me disse. Já estou conformada com isso, pois sou consolada pelo fato de que, onde há vida humana, há também o amor de Deus, que nos sustenta. Não me escandalizou essa constatação.

Mas quando ele me disse "esquece o que passou", vivi a Madalena, vivi a pecadora caída, fui todos os outros: recomeça, "não peques mais", foi isso que eu vivi. Por isso me libertou.

Liberdade daquilo que me prendia. Ele me falou de São Paulo, de quem eu lembrava e meditava com meu marido. Ele usou uma figura de linguagem de mãe e filho que na verdade é realidade pra mim - sem ter a menor idéia, pois não contei a ele.

Falei da minha dificuldade de perdoar, e ele me colocou no lugar de Deus, se eu não perdoaria a mim mesma por alguma bobagem feita. Aí entendi o significado da misericórdia, que vem do amor.

Pára de dar importância, Natalie. Não sei se foi ele que disse explicitamente, ou eu disse pra mim mesma. Nada foi perdido se foi doado para Deus, Ele que vê mil anos em um dia, e quando sou toda de Deus, esses detalhes não têm importância. Sei que não recebemos recompensa verdadeira aqui na terra, e se eu desejo isso, não fiz verdadeiramente para Deus.

Anotei minha oração no sacrário:
"Me dá fortaleza para amar como Tu amas! Amar com misericórdia, sem julgar, sem esperar em troca! Ser livre em Deus é isso, e fui esquecendo aos pouquinhos, fui me perdendo no mundo, fui me afastando.
Na missão que Deus me chama eu tenho que orar muito! E eu sou fraca, sou criança. Me ajuda a ver com Teus olhos, pois com Teus olhos eu enxergo o que é bom, enxergo Tua paz, enxergo fora do que não Te agrada, não enxergo o mal.
Se eu olhar com Teu olhar, eu nem desejo o mal, pois tu me preenches de tudo."

Queria ter lembrado, no sacrário, e anotar tudo o que o padre me disse. Mas ficou no coração.

Ando me repetindo sempre uma das últimas frases:
"Seja boa mãe, boa esposa, boa cristã."

- Compartilho aqui porque senti uma vontade imensa de que todos no mundo pudessem ouvir a graça que vivenciei. Já partilhei intimamente com os que passam pelo mesmo momento, e aqui fica a oração por aqueles que estão presos, dando muita importância pra algo que, na verdade, te afasta e te separa de Deus.

Ele faz novas todas as coisas.

Em frente!