"Para de cobrar das pessoas! Quem precisa de mudar é você!"

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Querer mais


É errado querer sempre mais?

É chama que Deus coloca na alma, ou atrapalho do nosso próprio coração? 

Dizem que pela insatisfação é que a humanidade atingiu o progresso. Porque o telefone convencional não era portátil, criou-se o celular; porque a carga era pesada, surgiu a roda. 
Sempre encarei como natural essa não-conformação com tudo, mas aprendi a me conformar. 
Só que a cada passo dado, desejo ir mais longe.
Não para cima, nem tanto em posição social, não mesmo em cargos nos trabalhos. 
Entretanto, só desejo ir mais longe naquilo que ainda não julgo ter alcançado tudo. Mas alto lá: acho que em tudo tem muita coisa ainda pela frente. 
A real diferença está naquilo que espero com fé, e não com temor que não aconteça. Naquilo cuja espera não me paralisa, não me torna infeliz. Naquilo que posso mudar, em que a mudança depende da minha conduta e da vontade de Deus. 
Enlouquece mesmo é o que não posso fazer nada, nadica, e que meus esforços me cansam e não me fazem avançar um centímetro. 

Para isso, haja oração! 
Haja coração para pensar nessa resposta, da pergunta lá em cima. 

domingo, 4 de maio de 2014

Valor

Hoje eu refleti sobre uma coisa, quase filosoficamente - mas aqui não me proponho a isso! -: o valor que damos a certas coisas.

E concluí que a gente dá mais valor às coisas que dão mais trabalho, que exigem mais de nós.
Mas isso o senso comum até já sabe, me dou conta agora. Talvez eu que nunca havia experimentado isso com tanta intensidade como hoje.
Quando dá trabalho ter chegado até ali, quando você andou meio mundo, quer dizer, pegou um avião, deixou sua família e seus filhos, só por causa de uma prova, é que você realmente fica nervoso.
Como nunca tinha ficado em nenhuma prova antes e até fazia de brincadeira.

Mas essa mudança é boa.
À medida que amadureço, agora com meus dois filhos, olho o mundo de maneira diferente, com tanto significado! No começo eu tinha medo disso, pois via o sofrimento que toda mudança implica. 
Hoje colho os louros, sem tanto medo de arriscar, porque a experiência me mostra que só vale mesmo a pena aquilo que vingou, aconteceu. 
O que não era pra ser Deus não o permitiu. 
Graças a Ele por isso! 

domingo, 27 de abril de 2014

Você decide - de novo

Algumas situações acontecem repetidamente. Boas ou ruins. E as ruins nos incomodam muito, enquanto as boas muitas vezes a gente nem nota.

Como dói, como machuca, cair de novo no mesmo erro, na mesma briga, no mesmo sentimento ruim.

Não deu pra mudar o começo? 
Mude o final. 

E depois de decidir por outro desfecho, me conte se as coisas tiveram o mesmo início. 

Deus faz novas todas as coisas! 
Colabore! 

#testadoeaprovado
#ficaadica

sábado, 26 de abril de 2014

Bom combate

[essa postagem é de no mínimo 2 anos atrás, talvez 3. Estava nos rascunhos e vale a pena ser postada!
reafirmar a fé!]


Diante de Jesus Eucarístico encontrei uma preciosa resposta, ontem.

De que não sou "coitada", perseguida pelo mundo e por todas as coisas negativas e azarentas que acontecem.
De que o mundo não está contra mim, simplesmente.

Eu é que estou em combate. Eu é que vou contra os maus príncipios, que não aceito o que o mundo prega, que sou da minoria de Cristo.

Então, chega de abaixar a cabeça e chorar baixo, xô espírito de perseguição, porque "quando se é cristão, não se pára de lutar".

Porque eu já estava até cobrando a prosperidade na minha vida; desejando o bem estar como uma mera recompensa a serviços prestados. Mas isso é algo que virá pela minha fé, e se não vier também, paciência. Tá cheio de gente boa e santa por aí que não tem tudo que precisa, imagina boa vida. Eu tenho pão na mesa todo dia, e as dívidas que tenho eu mesma plantei. Mas aponto pra fé e remo, digo, me deixo levar como um barco em alto mar.

Obrigada meu Deus.

Evolução

Coisa boa é ter um blog, um diário, fotos e qualquer coisa que te lembre de quem você já foi, como você já viveu... Porque assim conseguimos ser muito mais gratos a Deus! Conseguimos comemorar vitórias e enxergar o hoje com muito mais esperança.

E depois de um ano da última postagem, passar por aqui e ler algumas lutas, perrengues que passei, e também boas descobertas e pequenas vitórias, me faz dar pulos em louvores a Deus.
Ele é misericórdia, é pai, mãe, amigo, está ao nosso lado e nos dá aquilo que não somos merecedores.
Hoje não é tudo perfeito não; e nunca será, nenhuma vida é.
Mas bato no peito e grito: sou feliz!!!!
Superei as lutas de antes, aprendi com os perrengues, e o que passei de bom multipliquei, em mim e em alguns outros.

Sou uma pessoa muito melhor hoje.
Sim, ainda passo por problemas, e hoje sei que são até mais profundos e trabalhosos do que os de antes. Mas antes eu não tinha a cabeça de agora. Antes eu não conseguia enxergar o que eu enxergo agora.
Eu não tinha a intimidade com Deus que tenho hoje - e olha que ainda falta mergulhar muito mais no Seu amor!
Antes eu não experimentava a cura interior, a libertação, presentes que o Senhor nos dá de graça! Como graça!

E, em Deus, sempre seremos melhores do que somos hoje. Sem dúvida!

Vivi além dos meus limites, e por isso, hoje sou muito mais forte. Os limites esticaram!
Olho para as pequenas coisas da vida, uma tarde livre, um encontro com uma amiga, e valorizo muito. Mais importante: faço acontecer várias vezes, sempre que posso...
Mudei para uma casa, maior, linda, meu sonho, e a louça consegue ficar quietinha na pia enquanto descanso, estudo, faço outra coisa... Isso porque priorizei ter alguém para me ajudar em casa, pagando mesmo, porque isso é mais que investimento: é amor próprio.
Continuo enchendo os olhos d'água quando se fala de mãe, pai e filhos, principalmente... porque agora tem mais um: Enzo Rafael, de 5 meses de idade, o irmãozinho do João Miguel! Então duplicou a choradeira ahahhahahha
Atingi um equilíbrio, e continuo buscando-o todos os dias. Isso se concretizou como algo que já faz parte de mim. Como vivo melhor hoje! Menos paranóia, menos culpa, só o necessário, sempre buscando ser justa - comigo e com os outros - e tendo o Evangelho como manual.

Que um blog sirva também para isso: ajudar a amadurecer, a passar pelas etapas, a ver o saldo positivo de tudo.

Graças ao Senhor, porque Ele é bom, eterna é a Sua misericórdia...

Um ano e alguns meses depois, bemmm mudada, frutos do viver em Deus, para Deus, na verdade, que só trazem coisas boas...

#tamujuntodenovo

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Reply - Tati Bernardi

Imagine que tenho uma mala muito pesada com um milhão de moedas de ouro. As alças ficam penduradas no meu pescoço, me forçando a cabeça pra baixo, retesando os músculos do olhar pra frente.
Vez ou outra, uma pessoa da rua passa e tenta me roubar. Mas, por mais que esteja tão pesado e doendo e estragando a minha coluna, luto até a morte pra proteger a tal da mala. Automaticamente me atiro contra o chão, como se protegesse um filho das balas.
São terríveis esses quilos centralizados no ponto mais fraco do meu corpo, mas pra violência a gente não entrega nem os fardos.Dai, também, às vezes, uma pessoa da rua se oferece pra carregar a mala pra mim. Ou pra guardar em sua casa. Ou pra dividir o peso ao estilo “uma mão em cada alça”. Também não consigo entregar meu arqueamento e tamanho para essas pessoas.
O amor gentil nunca me conquistou. Gentileza é coisa pra quem nunca será íntimo. Solidariedade é coisa pra campanha política. Felicidade é pra quem se conforma em ficar num lugar só porque está bom.Mas muito de vez em quando, como aconteceu com a gente, aparece uma pessoa que não me pede nada e pra quem eu tenho vontade de entregar cada moeda da minha mala com um milhão de moedas de ouro. Tome, leve, gaste, use, encha a sua banheira com elas e depois me mande uma foto.
Eu sou uma mendiga ao contrario. Eu ando pelo mundo implorando pra que alguém aceite a minha riqueza. Fico sentada no chão, tocando meu instrumento, com um chapéu imenso e lotado. E a plaquinha “por favor, não me ajude”. Muitas pessoas passam, mas pra poucas me levanto.Posso ficar horas tentando te explicar.
Não são por essas coisas que não se ama. Não são por essas coisas que se ama.
Essas são apenas as coisas sobre as quais conseguimos falar na nossa ânsia de ocupar a cabeça enquanto nos encaramos um pouco assustados.A verdade é que, no meio da multidão, estamos carregando nossas malas pesadas de riquezas e belezas e sentimentos. E uma hora, só porque acontece e não se pode explicar sem parecer ingênuo e arrogante, escolhemos uma pessoa que nos leve.
Eu sei que é amor porque eu te escolhi pra me levar e, mesmo você não tendo aceitado, eu fui.Eu te vi atravessando a rua com as mãos frias dentro da “jaquetinha paletó que tem zíper” e fui lançada sem tempo de pena.
Você não sabe, você não vê, você não quer, você não se importa.
Mas, no último segundo do sinal fechado, eu abri a janela do meu carro e joguei a mala com milhões de moedas de ouro.A mala não te atingiu, caiu meio metro antes do seu último passo. Nem o som do meu peito desmoronado, nem o cheiro do meu amor metalizado, nem a luz da minha devoção dourada. A mala espatifou no meio da avenida caótica pela chuva e pela véspera do feriado. Os famintos, os entediados, os pobre-ninguéns, os todos-os-outros, se engalfinharam pra tirar proveito do amor que, lançado ao homem sem mãos aparentes, agora ficou esparramado, exposto e restante no asfalto, como um resto de feira reluzente.
Tati Bernardi



Incrível como ela disse tudo!
Sem mais palavras...

terça-feira, 1 de maio de 2012

Fase

É, decidimos pelo melhor.

Mas uma estranha intuição: de que, de alguma forma, este é um período de luta depois do qual tudo deve abrir, ficar mais fácil, menos batalhado. — Caio Fernando Abreu

Sim, eu quero sentir essa sensação, ao ler este trecho. Decidimos pelo melhor, estamos dando o braço a torcer mesmo, caindo na real, ajuda mútua, mas isso não é tudo...
A vida ainda continua muito corrida, só que agora não estou só. Isso faz toda a diferença, mas hoje ainda acordei com humor péssimo, porque mesmo feriado tive de acordar cedo pra um compromisso, e tem sido assim, sem tempo nem pra respirar, uma coisa atrás da outra, sem ver a luz no fim do túnel. Aquela onde vc enxerga aqueeeele feriado em que você vai acordar tarde, ou o fim de semana, enfim, com filho isso é quase utopia. Mas acordar 8h pra mim já é mt tarde, vale a pena esperar.
Mas aí aparece algo, e saio de casa com o coração pesado porque a roupa ficou por lavar, a louça também... Entro num carro sujo, amassado, mal cuidado e fico triste pela falta de tempo. E novamente vem a sensação de quea vida está passando na minha frente e eu não estou aproveitando, porque vivo numa rotina que só tem tarefas em cma de tarefas. Isso me mata por dentro.


Então vamos para o próximo passo: cancelar tarefas.
E que eu esteja escolhendo certo. 




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sábado, 21 de abril de 2012

VocÊ decide

Como é duro voltar a episódios tristes do passado. Ter uma mesma briga e num segundo perceber que é a mesma briga de 8 anos atrás. Ninguém viu o amadurecimento de ninguém, será que a gente não cresceu junto?
Eu continuo sendo a mesma menina insegura, e ele o mesmo sem coração? E é por isso que eu continuo me perguntando porque casei com essa pessoa?


Que triste, que triste. Triste porque minha consciencia me diz que eu também continuei enxergando com os olhos de ontem. Mas a gente mudou sim, a gente cresceu. Disso eu não tenho dúvidas. Só o orgulho que continuou o mesmo, e as mesmissimas questões e dúvidas.
Acho que continuo querendo aquilo que ele não pode me oferecer, apesar de já ter aberto mão de tanta coisa. Que droga é um relacionamento porque essa pessoa é a que mais te fere; uma palavra mal dita desmorona tudo, dispara a raiva do mundo e bota tudo a perder. E no segundo seguinte aquela pessoa tá ali, colada  contigo, e ou você perdoa ou a coisa vai acabar muito, muito mal.
Porque vai acabar.

Mas eu posso fazer tudo diferente.
E mudar o rumo dessa história.


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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Continuar

Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar. — Caio Fernando Abreu.


Não, não é excesso de auto-piedade. É uma realidade que venho vivendo sem perceber, como uma rotina, como uma anestesia. Acordo cedo, ou não, acordo quando não dá mais pra fazer nada e saio correndo pro trabalho; pra começar, dormi tarde. É a experiência de continuar lavando louças apesar do olho estar ardendo de tanto sono, de aos pedaços ir arrumando a casa, um dia o banheiro, no outro as roupas, e chove e molha tudo e eu lavo de novo, a cozinha todo dia, o feijão não temperado que estragou... 
E a frase do início se justifica porque "tudo bem". Longe de me sentir injustiçada como antes, sou apenas mais uma cristã e cidadã do mundo, com problemas como muita gente - na verdade, sem problemas como poucos podem afirmar!

E vou seguindo mesmo em frente, durmo, que pena que passou da meia noite de novo, mas olha, hoje eu cochilei no posto; amanhã dificilmente farei essa proeza, pois estarei no Big Help (urgência e emergência, lembra?). 
Mas me faz diferença perder estes minutos de sono e escrever aqui. Porque terminei as orações antes do fim do dia (mesmo que ainda agorinha a última), porque isso, entre outras coisas, é que me faz sentir viva! Se eu só trabalho, trabalho, trabalho, em casa, no posto, no hospital, eu não vivo... se não orar também passa tudo em branco. A irmã noviça me disse bem que isso não pode dar certo, e que a vida vai passando sem eu ver.
Outra palavra certeira foi: tudo isso vai passar. Meu filho não será bebê pra sempre, meus empregos talvez por algum tempo, mas quem sabe se da mesma maneira? Se sim, outros aspectos da minha vida irão mudar...

E assim espero em Deus. Ela também me disse algo como "cerre os dentes e siga em frente". Eu entendi assim porque já vinha pensando nisso: viver além dos meus limites.


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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Liberdade

Nesta tarde escapei cedo do serviço e num estalo, resolvi ir ao shopping comprar uma calça jeans, que estou precisando.
E nisso me senti livre. Me senti realizada, porque meu filho estava em casa com a babá e meu marido, porque finalmente eu não estava fazendo algo obrigatório, apressada, uma das mil tarefas. Não, naquelas poucas horas eu só andei a esmo, olhei algumas vitrines, comprei um lanche simples e barato e entrei numa loja de departamentos, onde calmamente escolhi e provei as roupas... e nisso várias deram certo! E comprei!
Desta vez minha independencia significou liberdade...

bom!!!


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